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Alterações na visão podem sugerir doenças neurológicas

Enxaqueca é uma das queixas mais comuns dos consultórios oftalmológicos e se de fato for causada por problemas na visão, é imprescindível procurar um neuroftalmologista – médico cuja subespecialidade da oftalmologia cuida de problemas nas vias e nervos ópticos, regiões do cérebro responsáveis pela visão. 

Alguns sintomas, como dor de cabeça e dor ocular, baixa visão, diminuição dos campos visuais, alteração do tamanho da pupila, visão dupla, estrabismo, queda da pálpebra, sensação de blecaute, fotofobia, instabilidade no olhar e alteração na visão das cores podem sugerir enfermidades neurológicas. Por isso o paciente deve ficar atento, já que podem ser sinais de problemas bem mais perigosos que miopia ou astigmatismo, facilmente corrigidos com óculos ou lentes de contato.   

Tumores cerebrais benignos, por exemplo, podem comprimir áreas visuais nobres. Aneurismas, adenomas de hipófise, hipertensão intracraniana, infecções virais, bacterianas e parasitárias, além de doenças autoimunes podem afetar o nervo óptico e outras áreas do sistema visual. Acidentes vasculares podem causar perda súbita da visão, Parkinson ou Alzheimer geram alterações nos campos visuais e na pupila, além de queda das pálpebras.

Teste de prevenção e exames eletrofisiológicos são indispensáveis para um diagnóstico precoce e eficácia no tratamento. O ideal é que se comece a ter um parâmetro visual desde cedo na vida, realizando um exame de campo, e não apenas quando surge um sintoma. Tecnicamente, serviria para prevenir muitas patologias neurológicas que produzem alterações visuais.

No caso de crianças e bebês, também é importante que os pais estejam atentos para possíveis alterações no tamanho da pupila ou na cor da íris. Caso a criança tenha convulsões e não reaja à luz ou ao movimento de objetos, os pais devem encaminhá-la a um neuroftalmologista com urgência.

Fonte: Medical Site